Sobre

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Poesias que germinam de mãos que sentem.

Concebo o mundo de maneira lírica, poética, qual oxigênio que me permite respirar. Sem ela, tudo fica de difícil navegação. Fico perdida em alto mar, logo eu que não sei nadar. Nem quis aprender.

O rio, em vez do mar. O trem em vez do avião. A criança em vez do adulto. O com asas em vez do com pernas e pés apenas. A brincadeira e o sorriso em vez da hipocrisia e da injustiça.

Remar não é fácil, que se saiba. Mas o prazer lírico não se explica, não se traduz. A emoção estética é inebriante, vicia e impele a se ir buscar mais e mais.

Entendo o ser humano como um ser repleto de amorosidades, ainda que possa se mostrar de forma oposta a isso.

Algumas vezes sentirei vontade de prosear também. Poderão encontrar versos em prosa ou prosa narrativa apenas.

Se você veio aqui beber AMOR maiúsculo, puxe a cadeira, o banco, e beba junto comigo, que eu gosto de vinho gelado e de falar de sentimentos. Gosto de rir de coisas vãs, tolices cotidianas e de gargalhar com gente interessante e piadista.

O que escrevo é sempre repleto de sentimentalidades. Não sou ourives ou escultora para limar a matéria. As palavras são derramadas, como também é o meu discurso diário.

Enquanto escrevo, ouço músicas, por isso as publico também, para que se saiba qual foi a trilha sonora daquele momento.

Há categorias no lado direito das postagens, com alguns dos meus “ângulos” que, na verdade,  são muitos mais do que os que estão ali, como em qualquer um de nós -acredito eu.

Todos são bem-vindos ao universo da poesia. Pegue suas digitais e deixe um comentário aqui, então. Eles serão como as minhas palavras – plumas- que espalho pelos ares.

Então venha. Você me faz companhia.

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GARRAFAS AO MAR

Atiro garrafas ao mar
para que as encontre
vazias de mensagens
e as faça retornar
repletas de significados
com códigos secretos,
com nossas senhas de identidades
descobertas,
e deliciadas,
continuadamente..
Atiro garrafas ao mar
para que ao encontrá-las as sorva
inteiras
salgadas
dionisiacamente
e, com um sopro dos ventos,
as devolva a mim
por marés transbordantes de prazeres.
Atiro garrafas ao mar
para recebê-las ainda
com as marcas de sua boca,
de suas mãos
e de seus desejos contidos
ali
aqui
acolá.
A MENINA QUE SABIA DIZER
Entre casas de vila nasceu a menina.
De logo, acharam-lhe os dedos longos, de pianista famosa.
De rosto, encontraram nela traços de pimenta ardida
De observadora, perguntadeira, profetizaram sua inteligência.
Mas a menina gostava era de dizer.
A menina sabia dizer.
A menina tinha o que dizer.
A menina logo leu anúncios em bondes e trens em alto e bom som.
Depois, a menina escreveu palavras em paredes, portas e papeis.
Em muitos papeis.
A menina tinha palavras que lhe escorregavam pela língua,
saltando-lhe da boca infantil como pirilampos,
pairando em ouvidos alheios com assinatura.
A menina resolveu então
catar todas aquelas palavras que saltavam de si
reunindo-as em um ramalhete,
que de tão grande, tão grande, derramou-se por casas, ruas, avenidas…
Assim, muita gente pode saber o que a menina tinha tanto para dizer.

Texto e poesias: Odonir Oliveira

Vídeos: Canal Odonir Oliveira

 

Endereço do meu canal no youtube: https://www.youtube.com/channel/UCjD6ZiLlJOgDu5-lupIiWGw

Lá leio alguns poemas. É como se estivesse aí ao seu lado, lendo-os para você. Não se trata de uma declamação – como a fazem os atores, muito bem – é apenas uma leitura, sem intenções interpretativas. Estas deixo-as para quem ouvir e ler meus versos.


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7 comentários sobre “Sobre

  1. Tenho muito orgulho de ter sido aluno dessa mulher generosa, inteligente e dedicada. O tempo acaba nos afastando até mesmo de pessoas que se tornaram referências em nossas vidas, reencontrar a professora Odonir aqui foi muito bom e espero que acompanhar esse blog faça eu me sentir mais próximo dessa pessoa tão importante na minha educação. Parabéns pelo blog professora, fora um texto horrível meu que foi publicado tudo está excelente rs.

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    1. Um amor verdadeiro é o que recebo dela, Tereza. Acabei de raspar maçã e lhe dar, meio à força, e pingar-lhe com conta-gotas o soro para que se alimente, pelo menos de alguma coisa. Não saio do lado dela. Ela faria o mesmo por mim, tenho certeza.

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  2. Como vai Odonir?

    Aqui é Luciano A, o poeta que você conheceu na calçada da avenida Paulista, outro dia.
    Gostei muito do seu Blog. Bastantes temas e poetas interessantes.

    Se quiser visitar minha página no Face, me procura no Google pelo endereço:

    http://www.facebook.com/lucianoapoeta

    Tem alguns poemas e versos meus, se te interessar.

    Um abraço, foi um prazer encontra-la,

    Luciano A

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