Do AMOR

ABOIO AOS MESTRES

Canal: Odonir Oliveira

 

O Tempo Passa? Não Passa

O tempo passa ? Não passa

O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.

Canal: Danilo Peres

 

As Sem – Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

Canal: Toda Poesia

 

Amar

Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Sozinho, em rotação universal, senão
Rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia,
O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
O que é entrega ou adoração expectante,
E amar o inóspito, o áspero,
Um vaso sem flor, um chão de ferro,
E o peito inerte, e a rua vista em sonho,
E uma ave de rapina.
Este o nosso destino: Amor sem conta,
Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
Doação ilimitada a uma completa ingratidão,
E na concha vazia do amor à procura medrosa,
Paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
E na secura nossa, amar a água implícita,
E o beijo tácito, e a sede infinita.

Canal: Caio Taveira

Canal: ybmusic   

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Canal: emimusic

 

Poemas: Carlos Drummond de Andrade

Dedicatória: Ao amor novo que chega e vai ficando, com prazeres múltiplos e verdadeiros em mim.

Carta aberta

Esse blog se propõe a salpicar lirismo com mãos que sentem. Talvez, ainda por isso, abra hoje uma gaveta da qual são expostos outros ingredientes humanos. Talvez.

Carta aberta a um homem que não conheci

Conheci Sonia na faculdade. Ali nos tornamos bastante amigas e confidentes. Somos conselheira uma da outra, nos confortamos, nos alegramos, nos entendemos bastante. Não tenho com Sonia uma relação de influenciadora, repressora ou de anjo protetor. Somos mulheres adultas, quase da mesma idade e com a mesma formação política, social e, principalmente, moral.

Sonia resolvera por anos, abster-se, segundo ela,  dessa praga que é apaixonar-se, envolver-se por amor com um homem. Depois de dois casamentos desfeitos e de alguns amores menores que seu tamanho de amar, resolvera pela abstenção. Coisa que jamais fizera em relação ao voto, por exemplo. Eu a admirava.

Canal: feranandoprado3000

 

Minha amiga Sonia, apreciadora de samba de raiz, frequentava um blog de jornalistas e escritores. Passei a ir também e ler as diversas opiniões que por lá apareciam. Mas nem sempre, como ela.

Ocorre que, depois, passei a frequentar o espaço virtual mais vezes, pelos relatos dela. Ali percebi um certo homem que seduzia, literalmente, as mulheres que se expunham por lá, com músicas, poemas, certas brincadeiras de cunho erótico e com um tom de malandragem até. Sempre metafórico, sempre sem se comprometer.De forma que se tornava difícil separar o duplo vínculo daquilo que ele fazia, porque ora era ele mesmo, ora um personagem. Fui observando tudo o que fez, primeiro com uma mulher casada – pensava eu-  o marido não frequenta o blog, não lê como ela se porta em relação à sedução desse cara ? Pensava e me mantinha apenas espectadora. Não era meu link preferido dentro daquele blog. Mas minha amiga Sonia foi se envolvendo naquilo. Para minha surpresa absoluta.

Em seguida, o versejador começou a apedrejar com metáforas a tal mulher casada e passou a salpicar açúcar sobre outra mulher doce e afetiva, até desavisada- a meu ver – o suficiente, para tipos sedutores como aquele, que já se sabia haver aos montes nos sites de relacionamento pela internet afora. Esta se apaixonou. E ali demonstrava, sem metáforas, seu envolvimento com ele. Eu passei a comentar com Sonia aquilo tudo, e ela também avaliava o tal homem da mesma forma que eu. Ficávamos horas ao telefone refletindo sobre aquele comportamento tão vulgarmente masculino na vida real e também na virtual. Ríamos dos expedientes usados por ele, mas nos solidarizávamos com as mulheres envolvidas. Até o dia em que alguém publicou uma foto dessa mulher apaixonada. Ele se encontrara agora, realmente, com uma mulher em corpo e alma. Passou, a partir dali, a desfazer dela com ironia, sarcasmo e falta de consideração. Para isso se concretizar, lançou seu verso e prosa em intervenções inequívocas para outra mulher.

Essa mulher era minha melhor amiga, a Sonia. Aí, sim, passei a acompanhar seus passos. Explico: meu receio era o envolvimento de Sonia com ele. Além do blog, o conquistador em série mantinha um canal no youtube onde semeava amor, erotismo, poesia em imagens, cores e perfumes de conquista sem par. Diga-se de passagem que com um diferencial de qualidade reconhecido por muita gente. Sonia percebera o fascínio dele em torno dela. Defendera-se muitas vezes. Chegamos  a trocar algumas considerações sobre o processo de conquista, que era sempre  usado naquele espaço por ele, inclusive. Depois, não falamos mais sobre o homem.

Canal: Lucas Leite

 

Enviava músicas, como se fosse em referência aos tópicos postados no blog, mas sempre expressando suas vontades de conquistar a mulher a quem desejava naquele momento. Reparei que as músicas eram assim apenas para as mulheres. Para os homens, mantinha aquele comportamento de bar, piadas sexistas, imagens de duplo sentido, enfim aquele diálogo convencional entre homens. Mas com as fêmeas não. O macho alfa enfeitava de lirismo e cores a conquista. Qual um lobo, um galo em seu plantel. Eu observava tudo e não comentava mais. Não comentava porque o que temia acontecera. Sonia se envolvera com ele. E o processo de sedução durou muitos meses.

Dedicavam-se trabalhos produzidos um para o outro. Conversavam intimamente no youtube etc.  Algumas vezes- a pedido dela- presenciei dedicatórias e avisos de vídeos que seriam feitos exclusivamente para Sonia, etc. Achei chato acompanhar aquilo e lá no canal não fui mais.A meu ver, calejada em assuntos do gênero, estavam apaixonados. Enganei-me. Acompanhei o sofrimento de minha amiga nos meses seguintes.

Canal: Sandro M. Silva

 

Havia no blog uma mulher 15 anos mais jovem que ambos, bonita, magrinha, cabelos cuidadosamente tingidos, plástica de corpo bem feito e boca suja. Sabe aquela que escreve tudo sem pejo, licença ou favor. Fala de sexo como se falasse de céus, estrelas e flores, com a mesma sedução. Essa conquistou o tal homem. Foi ao encontro dele, agora não mais virtual apenas, depois de toda a corte que este, agora, passara a lhe fazer também no blog. Sonia acompanhava aquilo mas não compreendia nada. Muitas vezes, sutilmente, tentei mostrar a ela que a mulher mais jovem tinha o mesmo jeito dele: também usava o mesmo tipo de conquista com outros homens do blog. Cheguei a aventar a hipótese de tudo se tratar de um grande jogo entre eles lá, para passarem o tempo, para verem qual deles a conquistaria, consumaria o coito etc. Disse isso por saber que homens- como galos- cuidam da conquista de seu plantel e espantam galos de outros galinheiros, abrindo asas sobre suas galinhas, que Sonia reparasse nisso.

Mais não lhe disse. Sonia, que conheço bem, sofreu muito. Era de escolha difícil. Muitas vezes quis sugerir-lhe um ou outro, mas negara-se. Era seletiva. Demais até. Por isso, eu, virginiana, objetiva, não entendia como Sonia tinha se deixado envolver daquela forma a ponto de sofrer tanto. Contara-me ela que os dois personagens estavam juntos há meses. Encontravam-se ora na cidade de um, ora na cidade de outro, ora na cidade paradisíaca praiana, onde podiam caminhar nus por praias desertas, em canoas por mar e rio…

Nunca fui boa conselheira, sou boa ouvinte porque me solidarizo com as pessoas.Talvez saboreie histórias porque gosto de escrever. Aconselhei-a, contudo, a esquecer tudo aquilo. Parar de pensar nele, neles. Deixasse-os viver seu envolvimento por lá. Até porque a tal mulher mais jovem bonita e boca suja era de rodar a baiana e poderia se virar contra ela, como fizera uma outra vez chamando Sonia de acossadora, louca e negando veemente ter qualquer interesse no tal homem. Era tudo mentira, Sonia descobriu depois que já estavam juntos há meses e não se assumiam.Tremi ao saber desses detalhes, quanta maldade com Sonia, meu Deus !

Assim, essa carta é aberta a todos e não só àquele conquistador. (Este seguramente continuará igual e não me interesso por saber os motivos de ser assim. Vai negar e dizer que foi tudo ilusão de minha amiga, que nunca tivera qualquer interesse por ela, assim como fizera explicitamente com todas as outras). Mas é para as mulheres, até porque mulheres quando estão ou se veem desavisadas acabam atadas e amordaçadas pelo amor, pela paixão, de uma forma, que arrebata qualquer análise racional possível.

À minha querida Sonia quero dizer, e já lhe disse algumas vezes, você é uma mulher e tanto, que sangra – e como se sabe, isso é característica das mulheres.Só.

Assinado: Odonir Oliveira

Canal: Daniel Simões

Leia também: https://poesiasdemaosquesentem.wordpress.com/2017/06/21/emergencias-emocionais/

 

Raízes, lastro, força

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DE PÉ

Está fincada na terra,

na terra profunda.

Está agarrada ao chão de húmus,

sulcos, 

por mitose espalha-se,

pelos absorventes

suga

sustenta.

De pé.

SOBREVIVÊNCIA

Pressionada

encurralada

luta.

Esparrama-se.

Tem estofo

tem lastro

tem estrutura

tem garras,

luta.

Permanece,

sobrevive.

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Canal: Bojana Stanic

 

POR-DO-SOL

Aquiesce

acalma

pulsa.

Aquece

incendeia

pulsa.

São.

Canal: iure braga

 

DO PECADO

Cabelos jogados prum lado …

agora pro outro.

Homem tonto

homem tolo

homem troncho

homem inseguro

homem refém.

Puro charme.

Falsa conquista.

Falso arrebatamento.

Rendição.

Capitulação.

Canal: iure braga

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Canal: Vinil Velho

 

SEM RAÍZES

livre

voa

flui

sem amarras

sem freios

sem restrições

sem bula

sem recomendações

Desapego

Fugacidade

Inconstância.

Flui.

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Poesias: Odonir Oliveira

Imagens da Internet.

Desenhos de Millor Fernandes retirados da Internet.

“Enquanto isso aqui na terra …”

CÉU  DE INFÂNCIA

Era sol quente

era tela vermelha

era entardecer de pote de rubro entornado

era frescor de contar estrelas

era deitar na calçada, na grama, no banco da pracinha

era fechar os olhos e ainda ver

era fechar os olhos e ainda sentir

era fechar os olhos …

Ainda é .

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fim de tarde, boa noite! 🙂 … | sp, 19h52 [hv] – sol em 5capricórnio34; lua minguando em 9sagitário13. enquanto isso, aqui na terra…

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boa tarde! 🙂 [mas a foto é do amanhecer]… | sp, 6h30 [hv] – sol e plutão no horizonte capricorniano; lua crescendo em gêmeos. enquanto isso, aqui na terra…

Canal: alinearevalo

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bondia! 🙂 | sp, 6h08 [hv] – sol 7capricórnio; lua quase nova em 26sagitário25. enquanto isso, aqui na terra…

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rapsódia em azul… boatarde! 🙂 | sp, 18h33 a 18h42 [hv] – sol 28sagitário22; lua minguando em 14virgo22. enquanto isso, aqui na terra..

CÉU MESMO

Nas areias de Itapuã

namorava os céus

interrogava a lua sobre presente e futuro

No Farol de Itapuã

ansiava saber se os mesmos céus cobriam a pauliceia

confidenciava em cantigas de amigo às nuvens

segredos de dores e amores

O céu mesmo me acolhia

O céu mesmo me abraçava comovido.

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bondia! 🙂 | sp, 6h36 [hv] – sol 24sagitário49 [menos de 6 graus/dias para o verão] ; lua minguando em 27câncer14. enquanto isso, aqui na terra…

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boanoite! 🙂 | sp, 19h45 [hv] – sol 12sagitário10; lua crescendo em 1aquário2. enquanto isso, aqui na terra…

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bondia! 🙂 | sp, 7h21 [hv] – o sol já é sagitariano. enquanto isso, aqui na terra… último terço de primavera

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lá se vai metade da primavera… bondia! 🙂 | sp, 6h11 [hv] – sol abaixo do horizonte escorpianino; lua crescendo em peixes. enquanto isso, aqui na terra…

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bondias! 🙂 | sp, 6h36 [hv] – sol e mercúrio nascendo no horizonte escorpiano; lua minguando em virgem. enquanto isso, aqui na terra…

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bondias! 🙂 … | sp, 6h52 – sol em 21libra28; lua crescendo em 26peixes46. enquanto isso, aqui na terra…

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23/9/2016- bondia! 🙂 … | sp, 6h17 – sol e júpiter no comecinho de libra; lua quarto-minguante em câncer. enquanto isso, aqui na terra…

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sp, 6h31 – sol e vênus no horizonte geminiano; lua crescendo em libra. enquanto isso, aqui na terra… não se enxerga nada!

 

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU 

Tempos há de nebulosidades

Tempos há em que não se vê nada no céu , nem na terra

Tenta-se iluminar os caminhos

Tenta-se encontrar as rotas

Tenta-se prever os destinos.

Tudo é opacidade.

Canal: luciano hortencio

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bondia! 🙂 [1] | sp, 06h06 – lua quase-nova em 20câncer50. enquanto isso, aqui na terra..

(Vídeo de Antônio Augusto dos Santos, Antônio Bocaiuva, antausan, Divinópolis, Bocaiuva, MG — Fotos e imagens da Internet — 22/10/2012)
Teresa Valesca é cantora da noite em Fortaleza, Ceará, e já gravou 3 cds. Apresenta-se no programa Ontem, Hoje e Sempre, da TV Ceará, com o Conjunto Regional Cordas Que Falam — Zé Renato: violão 7 Cordas — Guerreiro: violão — Saraiva: bandolim — Luiz José: cavaquinho — Fernando: Pandeiro — Elismar: arregimentador

Canal: Antonio Bocaiúva

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bonsdias! 🙂 | sp, 6h14 – sol 26virgo51; lua minguando em 2touro38. enquanto isso, aqui na terra…. faltam menos de 4 graus/dias para a primavera.enquanto isso, aqui na terra..

Canal: Carlos Bermudes

CÉU DE LUA

A cidade olha o chão

A cidade olha a gravidade que a prende à terra

A cidade encobre os céus

A cidade não bebe os goles de luar

A cidade não vê

Mas a lua confeita a cidade.

Canal: alfeuRio

Poesias: Odonir Oliveira

Fotos ( e legendas) garimpadas dos céus de Luiz de Campos Jr (amigo há mais 20 anos), de São Paulo, 2016

(Evitei a datação justamente para semear imprecisão e poesia nas imagens).

QUEM É ELE?

É um salvador dos rios que somem na cidade de SP e ninguém sabe, ninguém viu.

Aqui: https://rioseruas.com/

Ver mais aqui:

https://marcelocarnevale.com/2013/10/o-colecionador-de-ceus/#comment-1680

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,mini-cerrado-ressurge-em-praca-da-pompeia,1753029

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Luiz de Campos Jr em Nascentes do Iquiririm.

Em algum lugar no tempo

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Canal: MusicErudita

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PASSADO TOTALMENTE EXPLICITADOR

Encontro

mãos braços bocas lábios

nus

Encontro

rios lagos árvores perfumes sons  flores versos

nus

Encontro

céu luas estrelas sol nuvens

águas cachoeiras cascatas

estradas rotas trens veredas ramais caminhos

nus

Encontro

Houve uma vez um passado assim.

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(Música composta por Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcelos, faz parte do último disco de Mônica Salmaso – Alma Lírica Brasileira, lançado em 2011 pela Gravadora Biscoito Fino)

Canal: geraldorjr

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Canal: Cortina Blackout Produções

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CLARO ESCURO

Amo o desconhecido conhecido

como se o conhecesse por séculos.

Danço com ele todas as noites,

ainda que seus braços e pernas sejam gasosos.

Delicio-me com seus risos pelos ares  em meus ouvidos,

embora estejam há continentes e continentes de distância.

Sinto seus pés sobre os meus como raízes portentosas,

quando sei que ele voa por planetas distantes.

Nada é mais claro que o escuro em que o guardo em mim.

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NA ROTA, UM PORTO

Chapéu de aba larga florido

vestido de fustão e renda

botas de cadarços

luvas brancas de seda.

Colo branco, rosto pálido, boca rósea

Olhar distante

jardim florido de rosas, rosas, rosas …

Pés de amoras, pitangas, goiabas

Perfume de lenha pão bolo café

Cavalos nas calçadas,

homens de chapéus bengalas,

meninos em calças curtas

Olhar distante

Horizontes perdidos em espaço e tempo.

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Canal: Luis Cavalcanti

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PASSADO PRESENTE, UMA VIAGEM

Não me sei poeta

não me sei menina

não me sei sinhazinha

não me sei senhora

Não me sei de mais nada.

Olho tudo como familiar

olho tudo como presente

olho tudo como passado

ao mesmo tempo, futuro.

Não me sei de mais nada.

Era um mastro

era um tronco

era um rogo

era um espelho.

Não me sei de mais nada.

Na viagem, um passado presente.

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Canal: stela soares

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Canal: EstrellinhaDe com Elo de Amor e União e Harmonia

Post dedicado aos encontros entre tantas pessoas pela vida … pelas vidas. Elas passam, vão e, muitas vezes, ficam em nós pela eternidade.

Poesias: Odonir Oliveira

Fotos de arquivo pessoal

Clubinho da leitura: histórias do arco da velha

No dia em que os meninos foram os donos do planeta …

O PLANETA DAS MENINAS GIGANTES

Autores: Rafael Turquetti, Rafael Borgo, João Vítor Roman

Havia um planeta em que as meninas cresciam muuuuuito! Ah, e elas tinham corpo de retângulo.

 

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Aí… elas cresciam tanto, tanto que suas casas tinham que ser beeem grandes!

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Elas andavam sempre em ordem decrescente- da maior para a menor, né. E de vez em quando trocavam de lugar umas com as outras e aí brincavam de ordem crescente- da menor para a maior, né.

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E se divertiam muito. Faziam caretas, riam, caíam, levantavam. Mas elas eram muito grandes aquelas irmãs.

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Uma noite quando se deitaram, não conseguiram dormir. Ficaram pensando, pensando e o sono não vinha.

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A maior de todas elas- que não era a mais velha- porque pode ser mais alta sem ser mais velha, né. Então, a mais alta falou para as outras que queria sair do planeta e ir conhecer outros lugares.

” Pra quê … a mamãe não vai deixar …”

“Eu vou pedir. Quero saber se lá fora as meninas são gigantescas iguais a nós.”

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Dormiram e na manhã seguinte foram pedir pra mãe. Mas não souberam argumentar bem, quer dizer, explicar a razão de quererem ir a outro planeta – porque argumentar é isso, né.

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Só a mais alta conseguiu convencer a mãe com suas razões: queria se comparar com outras meninas, ver como eram as casas delas, aprender umas coisas novas, né.

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A mãe deixou.

E como você acham que as outras ficaram?

Com ciúme e raiva, né.

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E ela foi. Comparou tudo. Viu os tamanhos … e como é que as outras iam ficar sabendo de tudo?

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Ah, ela vai ter que contar, né, vai ter que explicar tudo para as que não foram.

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E ela contou que tinha gente de todos os tamanhos grande, médio, pequeno. Contou que tinha prédios grandes e pequenos. Contou que era beeeeem diferente do Planeta Gigante.

Contou até- imagina só- que ela tomou umas cachaças.

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As irmãs xingaram ela, oras. Isso é coisa de se fazer !

 

 

No final, haja cansaço pra inventar tanta coisa numa história né, João Vítor.

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Alencar Terra – DANÇA DAS BONECAS DE PAU – arr. Alencar Terra.
Disco Star 262-A.
Ano de 1951.

Canal: luciano hortencio

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LIVROS VIRAM BRINCADEIRA

Quando o livro vira brincadeira, os personagens pulam das páginas e se transformam em massinha.

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Às vezes, viram peças de quebra-cabeças também.

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Ô, delícias !

Canal: luciano hortencio

NO CLUBINHO DA LEITURA, TEM GENTE QUE ILUSTRA POEMAS E HISTÓRIAS MELHOR QUE SEUS ILUSTRADORES OFICIAIS
OLHA SÓ.

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Esclarecimento: Alguns vídeos do Clubinho da leitura de Barbacena, postados nesse blog, foram retirados do canal do youtube que os publicara anteriormente. Peço desculpas aos pais e amigos, mas não consegui que fossem recolocados mais no referido canal.

Presente, presentes

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MAIS UM ANO DE VIDA

Um setembro depois do outro

gargalhadas, risos, sorrisos …

“Acorda, que se foram mais de seis décadas …”

responsabilidade inegável na bagagem

escolhas definitivas na bagagem

ações definitivas na bagagem

Não cabem nela mais arroubos, nem fortuitas ilusões

O tempo urge

A vida urge

A sensibilidade à flor da pele.

Setembros, de décadas em décadas, sempre ofereceram jardins de mudanças.

Florir !

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ENSINAMENTOS

“Coloca-te no teu lugar, mulher !

Olha ao redor, o tempo é de imagens, de viço, de gargalhadas.

Coloca-te no teu lugar, mulher !

Aqui só pernas… fininhas

Aqui só seios … durinhos

Aqui só pele clarinha… bronzeada… lustrosa

Coloca-te no teu lugar, mulher !

Aqui só vitrine, só perfume, só novidades …

Coloca-te no teu lugar, mulher !

Briga por teu homem, por teus homens, enfrenta, guerreia !

Enfeita-te, perfuma-te, enfeitiça …

Coloca-te no teu lugar, mulher! “

Setembros,

muitos,

trazem ensinamentos.

Não, não vou por ali.

Minha vereda é de raízes.

      Canal: Sandro M. Silva

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PRESENTE

Anos, de setembros percorridos

Anos, de setembros em docinhos, bolos, flores, presentes

Anos, de lembranças a dois, a três, a quatro, a dezenas, às dezenas 

Sou um colecionar de setembros de festas surpresa de amados, de alunos, de amigos …

Sou uma touceira de arco-íris em nuvens rasgadas de sol

Sou da vez última ainda feliz.

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PRESENTES

Quem me sabe percorre meus gostos e sabores do meu jeito

Quem me sabe me enfeita de gestos singelos, significativos, majestosos

Quem me sabe me recheia de mimos a alma, com fragrâncias insubstituíveis

Quem me sabe me presenteia

diariamente

episodicamente

emergencialmente.

Quem me sabe me leva ao céu com um sinal

Quem me sabe entende meus ritos, meus riscos, meus gritos.

Quem me sabe está.

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Canal: Marcos Meira

Poesias: Odonir Oliveira

Fotos de arquivo pessoal: Teresópolis, setembro de 2016

Dedicado à minha amiga de infância, Edna Mara , pelos carinhos recebidos dela e de sua família.