Do AMOR

ABOIO AOS MESTRES

Canal: Odonir Oliveira

 

O Tempo Passa? Não Passa

O tempo passa ? Não passa

O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.

Canal: Danilo Peres

 

As Sem – Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

Canal: Toda Poesia

 

Amar

Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Sozinho, em rotação universal, senão
Rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia,
O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
O que é entrega ou adoração expectante,
E amar o inóspito, o áspero,
Um vaso sem flor, um chão de ferro,
E o peito inerte, e a rua vista em sonho,
E uma ave de rapina.
Este o nosso destino: Amor sem conta,
Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
Doação ilimitada a uma completa ingratidão,
E na concha vazia do amor à procura medrosa,
Paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
E na secura nossa, amar a água implícita,
E o beijo tácito, e a sede infinita.

Canal: Caio Taveira

Canal: ybmusic   

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Canal: emimusic

 

Poemas: Carlos Drummond de Andrade

Dedicatória: Ao amor novo que chega e vai ficando, com prazeres múltiplos e verdadeiros em mim.

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Raízes, lastro, força

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DE PÉ

Está fincada na terra,
na terra profunda.
Está agarrada ao chão de húmus,
sulcos, 
por mitose espalha-se,
pelos absorventes
suga
sustenta.
 
De pé.

SOBREVIVÊNCIA

Pressionada
encurralada
luta.
 
Esparrama-se.
Tem estofo
tem lastro
tem estrutura
tem garras,
luta.
 
Permanece,
sobrevive.

 

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POR-DO-SOL

Aquiesce
acalma
pulsa.
 
Aquece
incendeia
pulsa.
 
São.

 

DO PECADO

Cabelos jogados prum lado …
agora pro outro.
Homem tonto
homem tolo
homem troncho
homem inseguro
homem refém.
Puro charme.
Falsa conquista.
Falso arrebatamento.
Rendição.
Capitulação.

 

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SEM RAÍZES

livre
voa
flui
sem amarras
sem freios
sem restrições
sem bula
sem recomendações
 
Desapego
Fugacidade
Inconstância.
 
Flui.

 

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Poesias: Odonir Oliveira
Imagens da Internet
Desenhos de Millor Fernandes retirados da Internet
 
1º Vídeo: Canal Bojana Stanic
2º Vídeo: Canal iure braga
3º Vídeo: Canal iure braga
4º Vídeo: Canal Vinil Velho
 

 

“Enquanto isso aqui na terra …”

CÉU  DE INFÂNCIA

Era sol quente
era tela vermelha
era entardecer de pote de rubro entornado
era frescor de contar estrelas
era deitar na calçada, na grama, no banco da pracinha
era fechar os olhos e ainda ver
era fechar os olhos e ainda sentir
era fechar os olhos …
 
Ainda é .

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fim de tarde, boa noite! 🙂 … | sp, 19h52 [hv] – sol em 5capricórnio34; lua minguando em 9sagitário13. enquanto isso, aqui na terra…

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boa tarde! 🙂 [mas a foto é do amanhecer]… | sp, 6h30 [hv] – sol e plutão no horizonte capricorniano; lua crescendo em gêmeos. enquanto isso, aqui na terra…

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bondia! 🙂 | sp, 6h08 [hv] – sol 7capricórnio; lua quase nova em 26sagitário25. enquanto isso, aqui na terra…

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rapsódia em azul… boatarde! 🙂 | sp, 18h33 a 18h42 [hv] – sol 28sagitário22; lua minguando em 14virgo22. enquanto isso, aqui na terra..

CÉU MESMO

Nas areias de Itapuã
namorava os céus
interrogava a lua sobre presente e futuro
 
No Farol de Itapuã
ansiava saber se os mesmos céus cobriam a pauliceia
confidenciava em cantigas de amigo às nuvens
segredos de dores e amores
 
O céu mesmo me acolhia
O céu mesmo me abraçava comovido.

 

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bondia! 🙂 | sp, 6h36 [hv] – sol 24sagitário49 [menos de 6 graus/dias para o verão] ; lua minguando em 27câncer14. enquanto isso, aqui na terra…

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boanoite! 🙂 | sp, 19h45 [hv] – sol 12sagitário10; lua crescendo em 1aquário2. enquanto isso, aqui na terra…

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bondia! 🙂 | sp, 7h21 [hv] – o sol já é sagitariano. enquanto isso, aqui na terra… último terço de primavera

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lá se vai metade da primavera… bondia! 🙂 | sp, 6h11 [hv] – sol abaixo do horizonte escorpianino; lua crescendo em peixes. enquanto isso, aqui na terra…

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bondias! 🙂 | sp, 6h36 [hv] – sol e mercúrio nascendo no horizonte escorpiano; lua minguando em virgem. enquanto isso, aqui na terra…

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bondias! 🙂 … | sp, 6h52 – sol em 21libra28; lua crescendo em 26peixes46. enquanto isso, aqui na terra…

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23/9/2016- bondia! 🙂 … | sp, 6h17 – sol e júpiter no comecinho de libra; lua quarto-minguante em câncer. enquanto isso, aqui na terra…

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sp, 6h31 – sol e vênus no horizonte geminiano; lua crescendo em libra. enquanto isso, aqui na terra… não se enxerga nada!

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU 

Tempos há de nebulosidades
Tempos há em que não se vê nada no céu , nem na terra
Tenta-se iluminar os caminhos
Tenta-se encontrar as rotas
Tenta-se prever os destinos.
Tudo é opacidade.

 

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bondia! 🙂 [1] | sp, 06h06 – lua quase-nova em 20câncer50. enquanto isso, aqui na terra..

 

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bonsdias! 🙂 | sp, 6h14 – sol 26virgo51; lua minguando em 2touro38. enquanto isso, aqui na terra…. faltam menos de 4 graus/dias para a primavera.enquanto isso, aqui na terra..

CÉU DE LUA

A cidade olha o chão
A cidade olha a gravidade que a prende à terra
A cidade encobre os céus
A cidade não bebe os goles de luar
A cidade não vê
Mas a lua confeita a cidade.

 

Poesias: Odonir Oliveira
 
1º Vídeo: Canal alinearevalo
2º Vídeo: Canal luciano hortencio
3º Vídeo: Canal Antonio Bocaiúva
4º Vídeo: Canal Carlos Bermudes
5º Vídeo: Canal alfeuRio
 
Fotos ( e legendas) garimpadas dos céus de Luiz de Campos Jr (amigo há mais 20 anos), de São Paulo, 2016
(Evitei a datação justamente para semear imprecisão e poesia nas imagens).

 

QUEM É ELE?

É um salvador dos rios que somem na cidade de SP e ninguém sabe, ninguém viu.

Aqui: https://rioseruas.com/

Ver mais aqui:

https://marcelocarnevale.com/2013/10/o-colecionador-de-ceus/#comment-1680

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,mini-cerrado-ressurge-em-praca-da-pompeia,1753029

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Luiz de Campos Jr em Nascentes do Iquiririm.

Em algum lugar no tempo

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PASSADO TOTALMENTE EXPLICITADOR

Encontro
mãos braços bocas lábios
nus
Encontro
rios lagos árvores perfumes sons  flores versos
nus
Encontro
céu luas estrelas sol nuvens
águas cachoeiras cascatas
estradas rotas trens veredas ramais caminhos
nus
Encontro
Houve uma vez um passado assim.

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CLARO ESCURO

Amo o desconhecido conhecido
como se o conhecesse por séculos.
Danço com ele todas as noites,
ainda que seus braços e pernas sejam gasosos.
Delicio-me com seus risos pelos ares  em meus ouvidos,
embora estejam há continentes e continentes de distância.
Sinto seus pés sobre os meus como raízes portentosas,
quando sei que ele voa por planetas distantes.
Nada é mais claro que o escuro em que o guardo em mim.

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NA ROTA, UM PORTO

Chapéu de aba larga florido
vestido de fustão e renda
botas de cadarços
luvas brancas de seda.
Colo branco, rosto pálido, boca rósea
Olhar distante
jardim florido de rosas, rosas, rosas …
Pés de amoras, pitangas, goiabas
Perfume de lenha pão bolo café
Cavalos nas calçadas,
homens de chapéus bengalas,
meninos em calças curtas
Olhar distante
Horizontes perdidos em espaço e tempo.

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PASSADO PRESENTE, UMA VIAGEM

Não me sei poeta
não me sei menina
não me sei sinhazinha
não me sei senhora
Não me sei de mais nada.
Olho tudo como familiar
olho tudo como presente
olho tudo como passado
ao mesmo tempo, futuro.
Não me sei de mais nada.
Era um mastro
era um tronco
era um rogo
era um espelho.
Não me sei de mais nada.
Na viagem, um passado presente.

 

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Post dedicado aos encontros entre tantas pessoas pela vida … pelas vidas. Elas passam, vão e, muitas vezes, ficam em nós pela eternidade.

Poesias: Odonir Oliveira
Fotos de arquivo pessoal
1º Vídeo: Canal MusicErudita
2º Vídeo: Canal geraldorjr
3º Vídeo: Canal Canal: Luis Cavalcanti
4º Vídeo: Canal  stela soares
5º Vídeo: Canal EstrellinhaDe com Elo de Amor e União e Harmonia

 

Clubinho da leitura: histórias do arco da velha

No dia em que os meninos foram os donos do planeta …

O PLANETA DAS MENINAS GIGANTES

Autores: Rafael Turquetti, Rafael Borgo, João Vítor Roman

Havia um planeta em que as meninas cresciam muuuuuito! Ah, e elas tinham corpo de retângulo.

 

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Aí… elas cresciam tanto, tanto que suas casas tinham que ser beeem grandes!

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Elas andavam sempre em ordem decrescente- da maior para a menor, né. E de vez em quando trocavam de lugar umas com as outras e aí brincavam de ordem crescente- da menor para a maior, né.

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E se divertiam muito. Faziam caretas, riam, caíam, levantavam. Mas elas eram muito grandes aquelas irmãs.

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Uma noite quando se deitaram, não conseguiram dormir. Ficaram pensando, pensando e o sono não vinha.

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A maior de todas elas- que não era a mais velha- porque pode ser mais alta sem ser mais velha, né. Então, a mais alta falou para as outras que queria sair do planeta e ir conhecer outros lugares.

” Pra quê … a mamãe não vai deixar …”

“Eu vou pedir. Quero saber se lá fora as meninas são gigantescas iguais a nós.”

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Dormiram e na manhã seguinte foram pedir pra mãe. Mas não souberam argumentar bem, quer dizer, explicar a razão de quererem ir a outro planeta – porque argumentar é isso, né.

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Só a mais alta conseguiu convencer a mãe com suas razões: queria se comparar com outras meninas, ver como eram as casas delas, aprender umas coisas novas, né.

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A mãe deixou.

E como você acham que as outras ficaram?

Com ciúme e raiva, né.

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E ela foi. Comparou tudo. Viu os tamanhos … e como é que as outras iam ficar sabendo de tudo?

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Ah, ela vai ter que contar, né, vai ter que explicar tudo para as que não foram.

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E ela contou que tinha gente de todos os tamanhos grande, médio, pequeno. Contou que tinha prédios grandes e pequenos. Contou que era beeeeem diferente do Planeta Gigante.

Contou até- imagina só- que ela tomou umas cachaças.

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As irmãs xingaram ela, oras. Isso é coisa de se fazer !

 

 

No final, haja cansaço pra inventar tanta coisa numa história né, João Vítor.

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Alencar Terra – DANÇA DAS BONECAS DE PAU – arr. Alencar Terra.
Disco Star 262-A.
Ano de 1951.

Canal: luciano hortencio

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LIVROS VIRAM BRINCADEIRA

Quando o livro vira brincadeira, os personagens pulam das páginas e se transformam em massinha.

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Às vezes, viram peças de quebra-cabeças também.

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Ô, delícias !

Canal: luciano hortencio

NO CLUBINHO DA LEITURA, TEM GENTE QUE ILUSTRA POEMAS E HISTÓRIAS MELHOR QUE SEUS ILUSTRADORES OFICIAIS
OLHA SÓ.

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Esclarecimento: Alguns vídeos do Clubinho da leitura de Barbacena, postados nesse blog, foram retirados do canal do youtube que os publicara anteriormente. Peço desculpas aos pais e amigos, mas não consegui que fossem recolocados mais no referido canal.

Presente, presentes

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MAIS UM ANO DE VIDA

Um setembro depois do outro
gargalhadas, risos, sorrisos …
 
“Acorda, que se foram mais de seis décadas …”
responsabilidade inegável na bagagem
escolhas definitivas na bagagem
ações definitivas na bagagem
Não cabem nela mais arroubos, nem fortuitas ilusões
 
O tempo urge
A vida urge
A sensibilidade à flor da pele.
 
Setembros, de décadas em décadas, sempre ofereceram jardins de mudanças.
Florir !

odonir

ENSINAMENTOS

“Coloca-te no teu lugar, mulher !
Olha ao redor, o tempo é de imagens, de viço, de gargalhadas.
Coloca-te no teu lugar, mulher !
Aqui só pernas… fininhas
Aqui só seios … durinhos
Aqui só pele clarinha… bronzeada… lustrosa
Coloca-te no teu lugar, mulher !
Aqui só vitrine, só perfume, só novidades …
Coloca-te no teu lugar, mulher !
Briga por teu homem, por teus homens, enfrenta, guerreia !
Enfeita-te, perfuma-te, enfeitiça …
Coloca-te no teu lugar, mulher! “
 
Setembros,
muitos,
trazem ensinamentos.
Não, não vou por ali.
 
Minha vereda é de raízes.

 

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PRESENTE

Anos, de setembros percorridos
Anos, de setembros em docinhos, bolos, flores, presentes
Anos, de lembranças a dois, a três, a quatro, a dezenas, às dezenas 
Sou uma colecionara de setembros de festas surpresa de amados, de alunos, de amigos …
Sou uma touceira de arco-íris em nuvens rasgadas de sol
Sou da vez última ainda feliz.

 

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PRESENTES

Quem me sabe percorre meus gostos e sabores do meu jeito
Quem me sabe me enfeita de gestos singelos, significativos, majestosos
Quem me sabe me recheia de mimos a alma, com fragrâncias insubstituíveis
Quem me sabe me presenteia
diariamente
episodicamente
emergencialmente.
 
Quem me sabe me leva ao céu com um sinal
Quem me sabe entende meus ritos, meus riscos, meus gritos.
Quem me sabe está.

 

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Dedicado à minha amiga de infância, Edna Mara,agradecendo os carinhos recebidos dela e de sua família.

 Poesias: Odonir Oliveira
Fotos de arquivo pessoal: Teresópolis, setembro de 2016
 
1º Vídeo: Canal Sandro M. Silva
2º Vídeo: Canal  Marcos Meira

 

 

“O trem se vai na noite sem estrelas …”

DEZEMBROS                                                                                                                                                  

Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da
cidade
Num edifício sem janelas,
desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
e a luz da televisão
Os meus olhos têm a fome do horizonte
Sua face é um espelho sem promessas
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos
O trem se vai na noite sem estrelas
E o dia vem, nem eu nem trem
nem ela

 Nunca mais a natureza nunca mais…

(Composição: Fausto Nilo / Raimundo Fagner / Zeca Baleiro )

Canal: xikinhodamata

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Fotos da Internet