“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura” G. Rosa

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Rios, Riobaldo

Ela não é ela

ela é uma

ela não tem corpo

só palavras em voz outra

só companhia quimera ilusão

ela não é ela

ela é uma

sem possuí-la

sem senti-la

sem vê-la

ela não é ela

ela é uma

ela é minha refém no escuro das noites

ela é minha cúmplice na clareza dos dias

ela não é ela

ela é uma.

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Dias, Diadorim

Ele é ele

ele não é um

cavalga trota campeia

silencia esvoaça some

Ele é ele

ele não é um

No corpo-sonho

na garupa-nuvem

no dia -Diadorim

Ele é ele

ele não é um

Acorrentada em asas de destino

percebe Diadorim a vereda

segue persegue sua natureza

porque sabe

Ele é ele

ele não é um.

Poesias: Odonir Oliveira

Fotos de arquivo pessoal

1º Vídeo: Canal mariocalarcon

2º Vídeo: Canal Odilon Esteves

(compacto do docudrama “Sertão:Veredas”
produzido pela Bossa Nova Films
direção: Willy Biondani
com: Odilon Esteves, Sílvia Lourenço, Marco Cesana, Laís Corrêa)

 

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Ubuntu: Eu sou porque nós somos

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CARAVANAS

Olho por dentro

desertos

vazios íntimos

moradia oca

abismo antropofágico.

Invado em mim as revoltas

Invado em mim todas as injustiças

Invado em mim todas as exclusões

Invado em mim todos os descartes

Cuspo escarro vomito

Abro portas janelas horizontes

Evado de mim a dor

Evado de mim as dores

Evado de mim predileções vãs

por mistérios magias imantações chãs.

Olho para fora

Fora estará o alívio ou a consternação

Fora estará o apanágio ou o desespero

Fora estará a suavidade ou a consumição.

Estradas

Caminhos

Veredas

Invernadas

Caravanas,  reflexão.

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EU, NÓS

Se ando e enxergo, maravilho-me

Se paro e contemplo, pulso

Se ardo em sensações, vivo.

Se estou numa fala num gesto num sorriso, continuo.

Se toco a dor humana, emano

Se acarinho a terra vermelha, sou.

Se tenho compaixão, ajo.

Se tenho ainda a emoção, levito.

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CONHECER, SER, FAZER

riacho bebe folha

riacho bebe pedra

riacho bebe murmúrios

riacho bebe limo

riacho bebe flor galho semente

riacho bebe eu

riacho bebe nós

riacho atrai

riacho seduz

riacho conclama ação

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Ubuntu é, assim, um sistema de crenças, uma ética coletiva e uma filosofia humanista espiritual pautada pelo altruísmo, fraternidade e colaboração entre os seres humanos.
Do ponto de vista político, o conceito de ubuntu é usado para enfatizar a necessidade da união e do consenso nas tomadas de decisão. É a síntese de um conhecido provérbio xhosa da África do Sul que diz o seguinte: “Umuntu Ngumuntu Ngabantu“, que significa “Uma pessoa é uma pessoa por causa das outras pessoas“.
Ser humano significa ser por meio de outros. Qualquer outra forma de ser seria “des-umana” no duplo sentido da palavra, isto é, “não humano” e “desrespeitoso ou até cruel para com os outros”. Essa é, grosso modo, a forma como a ética ubuntu africana descreve e também prescreve o ser humano.
Em um sentido estritamente tradicional ou, se se preferir, religioso, ubuntu significa que só nos tornamos uma pessoa ao ser introduzidos ou iniciados em uma tribo ou em um clã específicos.
Nesse sentido, “tornar-se uma pessoa por meio de outras pessoas” implica em passar por vários estágios, cerimônias e rituais de iniciação prescritos pela comunidade “.

 

Ver mais em: http://muitoalem2013.blogspot.com.br/2015/10/ubuntu-eu-sou-porque-nos-somos.html

Poesias: Odonir Oliveira

Fotos de arquivo pessoal: zona rural de Sta. Bárbara do Tugúrio, MG

1º Video: Canal aissav

2º Vídeo: Canal KayoooS

Semana da criança: a italianinha

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Datemi Un Martello

 

Datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Lo voglio dare in testa

A chi non mi va

A quella smorfiosa

Con gli occhi dipinti

Che tutti quanti fan ballare

Lasciandomi a guardare

Che rabbia mi fa

Che rabbia mi fa

 Datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Lo voglio dare in testa

A chi non mi va

A tutte le coppie

Che stanno appiccicate

Che vogliono le luce spente

E le canzoni lente

Che noia mi dà

 E datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Per rompere il telefono

L’adopererò perchè si

Tra pochi minuti

Mi chiamerà la mamma

Il babbo ormai sta per tornare

A casa devo andare

Uffa che voglia ne ho no no no

Un colpo sulla testa

A chi non è dei nostri

E così la nostra festa

Più bella sarà

Saremo noi soli

E saremo tutti amici

Faremo insieme i nostri balli

Il surf, il hully gully

Che forza sarà

60

TRADUÇÃO

Datemi Un Martello 

 

Ah ah ah….

Thiu riu thiu ria….

 Deem-me um martelo,

O que quer fazer com ele,

Quero batê-lo na cabeça

De quem não gosto, sim sim sim,

Daquela dengosa

Com os olhos pintados

Que todos todos fazem dançar

Deixando-me a olhar.

Que raiva me dá!

Que raiva me dá!

 Thiu riu thiu ria….

 Deem-me um martelo,

O que quer fazer com ele,

Quero batê-lo na cabeça

De quem não gosto,

De todos os casais

Que ficam coladinhos

Que querem as luzes apagadas

E as musicas lentas.

Que tédio me dá!

Ufa, que tédio me dá!

 Thiu riu thiu ria….

 Deem-me um martelo,

O que quer fazer com ele,

Para quebrar o telefone

O usarei,

Porque em poucos minutos

Me chamará mamãe,

O papai está quase para voltar,

Para casa devo ir.

Ufa, que vontade que tenho!

Não não não, que vontade que tenho!

Thiu riu thiu ria….

Um golpe na cabeça,

A quem não é dos nossos

E assim a nossa festa

Mais bonita será,

Seremos nós somente

E seremos todos amigos,

Dançaremos juntos os nossos bailes

O surf e o hully gully

Que força será!

Que força será!

Que força será!

Que força será!

Cicantica…

Ai!

https://www.vagalume.com.br › R › Rita Pavone › Datemi Un Martello

 

sopro

TERCEIRA INFÂNCIA

A Jovem Guarda já fervilhava nas rádios AM da cidade, as gírias, a moda, os modos, tudo influenciava a quem vivia naqueles anos sessenta.Os festivais da canção de São Paulo, os programas de auditório da Excelsior, da Record,  da Tupi eram determinantes para que crianças e adolescentes bebessem da cultura estrangeira que galopava. Chegavam os primeiros discos dos Beatles, dos Rolling Stones e de outros conjuntos americanos. Tudo era novidade.

Gina era meninota ainda, não se incomodando, ainda, com assuntos de querer, de namorar, de se enfeitar com a sensualidade já permitida. Gostava de cantar, dançar o twist. As composições entravam-lhe pelos ouvidos e ela passava a repeti-las, mesmo sem compreender seu significado, mas repetia aquilo tudo com enorme prazer. Encantavam-lhe as palavras, a sonoridade das palavras, o ritmo das canções. Não eram invocação para o real vivido, para uma paixãozinha inicial, como para muitas de suas amigas. Quase todas.

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Naquele ano de 1964 iniciaram-se as dublagens, as mímicas das canções estrangeiras. As meninas criavam  grupos de 4 para dublarem formações americanas. Os meninos imitavam Beatles, Rolling Stones, com guitarras sem fio, numa mise-em-scène  adorável.

Gina encantara-se por Rita Pavone, pelo italiano que ela trazia, pela língua, pelas traduções das letras. Acreditava que teria de entender o que iria cantar. Cantar não, dublar. Assim encaminhou-se a estudar por conta própria, a ouvir muitas e muitas canções em italiano. A língua já lhe era até familiar. Pensava em italiano. Vestia-se como Rita Pavone nas apresentações que ela e as amigas faziam no clube nas concorridas domingueiras. Levava até o martelinho.

Assim, iniciou seu interesse por uma língua estrangeira, a primeira pela qual demonstrou atenção. Nem o inglês beatlemaníaco a fascinara tanto quanto o italiano.

Um dos motivos de tamanho interesse também devia-se ao fato de haver engenheiros italianos trabalhando na fábrica da cidade, da observação de sua forma de falar, de se vestir, de se relacionarem com os filhos. Tudo era um mundo novo que se descortinava para a menina.

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Conforme Gina ia traduzindo as letras, ia descobrindo naqueles versos um outro mundo, o do amor, da adolescência. Foi assim que Gina abriu-se em flor, através das letras e das canções italianas que ouvia. Com um prazer extasiante foi descobrindo o amor. Um amor que chora, ri, perde e ganha alguém.

“Cuore, cuore, Dio come ti amo!”

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Texto: Odonir Oliveira

1º Vídeo: Canal ORIGINALISSIMA

2º Vídeo: Canal Tonino Marcato

3º Vídeo: Canal Marcello Felici

4º Vídeo: Canal  LACM2610

5º Vídeo: Canal  SagradoAmor2

6º Vídeo: Canal glivingston73

7º Vídeo: Canal charassita

Imagens retiradas da Internet: telas da pintora surrealista Bridget Bate Tichenor (1917-1990), que viveu em Roma por um período.

Semana da criança: um menino Jesus

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MANOS

doces manos

o mais velho

o mais novo pouco mais novo

alegres boleiros

no céu de pipas

nos quintais iguais

no chão de terra

no chão de asfalto

no alto

luzes vezes vozes

sete, oito

música samba ritmo

alegria ritmo dança

escola alegria canto

beleza alegria estudo

passado presente futuros

desejos luta trabalho

luzes sucesso educação

luzes sucesso música

Manos

oportunidade

lumes, lustres, ilustres

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JESUS

No mato denso nasceu Jesus

interessou-se desde logo pelos sons

do vento

da chuva

do gorjeio dos passarinhos

até dos grilos companheiros e dos sapos vizinhos.

Quem poderia ensinar viola pra esse menino, nesse fundão de mata, meu Deus?

Jesus fazia som com tudo que encontrava.

Jesus tirava o som de dentro de si.

Calado, quieto, sonhador

O homem passou no cavalo

Jesus correu  até ele.

Não alcançou.

Na volta o alcançaria.

O homem tinha uma viola.

Estaria ali sua senha, sua fuga, sua história

O homem no cavalo um dia voltou.

Jesus o alcançou com o som que tirava de si.

O homem parou, ouviu, encantou-se.

Jesus saíra de si.

O homem trouxera a chave perdida no horizonte do menino.

Jesus melodia

Jesus sonho

Jesus futuro.

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Poesias: Odonir Oliveira

1ª foto: Do Facebook, sem autoria, mas tão linda por sua ternura, que irresistível.

Demais fotos de arquivo pessoal

1 º Vídeo: Canal Bolhas Ilusórias

2 º Vídeo: Canal   danirmendes

Semana da criança: aqui existiu um menino que levitava

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O MENINO QUE LEVITAVA

Ao clarear do dia o menino abria olhos arregalados
De beber o mundo.
Mas era pouco.

Montava seu cavalo alado
Como se dançasse com ele.
Era doce o menino.
E partia ao encontro de seus marimbondos
de suas rãs
e lagartixas.
Morcegos eram como flores do campo.

A tarde tinha a estrela vésper sempre a sua espera
E nela menino, cavalo e aventuras seguiam,
bebendo cada folha, cada árvore, cada trilha.
Mas era pouco.

Depois, pisar na água era um barulho celestial
Era cócega
Era música
Era verso
Era poesia.

Desmanchar rotas citadinas
Mergulhar no escuro de grutas cavernas, barcos e estradas.
Era pouco
Porque o menino ria, ria, mas ria tanto,
que de prazer
levitava.

E de baixo, em terra firme,
Ninguém o alcançava
E não era pouco !

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ORÁCULO GREGO

Meninos de todas as idades

Mãe pai irmãos

A contação de histórias na hora de dormir

A sanfona a viola

O pai a mãe os irmãos

A comida no fogão sempre quente

O bule no fogão sempre quente

A mãe o pai os irmãos

O dia a tragédia o ir-se

O irmão mais velho agora sendo o pai

de repente

A mãe sucumbe entontece delira

Perda

Mais tarde outra perda

O dia a tragédia o ir-se

A sina, a sanha, a saga

Os filhos os irmãos

Os parentes os amigos

A união mais forte na dor

A união mais forte nos braços

A união mais forte nos traços

A união mais forte nos abraços

A união ainda mais forte

nos louros

Mãe e irmãos num só lume

Mãe e irmãos num só barco

Mãe e irmãos num só compasso

Mãe e irmãos

num só

laço.

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O HOMEM CHORA

Esse homem chora de dor pelas águas

chora de dor pelos peixes

chora de dor pelo hoje

que não é mais o ontem

nem será mais o amanhã.

Esse homem chora porque tem a pele das águas

a  alma de lagoa e os olhos de ver

Tem flores do campo,

orquídeas selvagens no dorso,

conversa com deuses da aquarela

Esse homem chora

porque é menino que levita.

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Poesias: Odonir Oliveira

1ª foto retirada da Internet

Demais fotos de arquivo pessoal

Vídeo: Canal Júlio Cesar

 

Semana da criança: uma menina especial

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GESTAÇÃO

Meses no de dentro

meses no tato interno

meses no cuidado seu e dela

além de todos

além de tudo.

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chegada próxima

vinda ansiada

vinda celebrada

vinda proclamada

uma estrela pousaria em seu colo

uma estrela se aninharia em seu aconchego.

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VIDA

Chega quieta

chega  e fica

mama e fica

dorme e fica

acorda e fica.

Correm as águas dos rios

mudam-se as luas

a estrela quieta

a estrela em repouso

a estrela distante.

A análise, especial

A síntese, especial

 

O luto paterno

O luto materno

Doce pele, doces cabelos, doces amores

A luta materna

A luta paterna

O olhar distante, inconsútil, sem nuances

O gesto inerte, impensável, incompreensível

O vago, o trôpego, o ímpar

A caminhada estendida aos pés de todos.

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GERMINAÇÃO

afeto e companhia

toques sorrisos confeitos confetes

semeadura nutrição ternura

atenção percepção semente

ninho aconchego carinho

amor amor amor

estradas de cores

estradas de movimentos

estradas de melodias

estradas em harmonia

olhares

sentires

ficares

Arte

Encanto com a arte

Encanto com o belo

Encanto enquanto arte

Alicerces apoios aplausos

Arte

Germinação

Flor em botão

Especial

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DANÇA

sedução atenção

encantamento

concentração

improvisação criação intenção

dança ritmo rumo

corpo alma corpo intenção ação sedução

sedução ação intenção corpo alma corpo

luz cor movimento

encantamento

luz movimento luz movimento

concentração

aplausos

salvação

análise, uma estrela

síntese, uma menina especial.

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Nota pertinente: Durante os primeiros 4 anos de minha docência em S. Paulo, lecionei para crianças especiais. Eu era um pouco mais velha que eles, uns 10 anos. Aprendi, com eles, a arte de ensinar. Todos com diferentes dificuldades – naquele momento ainda não se falava em TDAH,  nem em muito do que se sabe hoje. Eram considerados pelos psiquiatras e psicólogos como crianças DCM – com disfunção cerebral mínima. Fato é que aprendiam por canais de afetividade e de conhecimento que muitas vezes ainda não entendíamos à luz das matrizes teóricas. Aprendiam, relacionavam-se entre seus pares e amavam ARTE. ARTE salva. ARTE prevê, antecipa questões individuais e sociais. A ARTE não rotula, não aprisiona, não etiqueta. Assim, foi com eles que eu, ainda bem jovem, aprendi que se ensina e se aprende ao mesmo tempo. Foi graças aos meus meninos e meninas dos anos 70 que pude exercer meu ofício respeitando individualidades, as diferenças nas formas de se aprender e, principalmente, que todo o conhecimento passa pelo canal da afetividade.

 

Poemas: Odonir Oliveira

Fotos de arquivo pessoal

1º Vídeo: Canal motet ( sanem ucar )

2º Vídeo: Canal  Jazz Ilija Capko

3º Vídeo: Canal  JB Jazz Blues House The Club

4º Vídeo: Canal GrupoCorpoOficial