Mãos que sentem

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O eu lírico

Quem escreve aqui tem o que dizer. Bebo dos autores a quem admiro e aplaudo os compositores que me embalam enquanto escrevo.

Sobre esse blog e sua motivação leia: https://poesiasdemaosquesentem.wordpress.com/sobre/

O eu lírico de meus poemas é quase sempre um parceiro meu, alguém a quem dei ouvidos, uma imagem que me seduziu, uma causa à qual aderi, um ser a quem presto solidariedade … Cantar meu país e sua gente resgata um eu lírico telúrico, que muitas vezes chega a surpreender a mim mesma, quando termino de escrever.

Meus poemas são coloquiais e repletos de sentimentalidades. Não sei fazer diferente. Sobre isso leia: https://poesiasdemaosquesentem.wordpress.com/2016/08/27/deixa-me-ser-poesia/

E a prosa – gosto muito de prosa – na vida real, ouvir “causos”, perguntando pouco, talvez um quando e onde, me enriquecem demais. Tenho alguns escritos num tom de realismo fantástico, ainda não publicados aqui, qualquer dia os postarei.

Quem viveu com escritores, sabe que o que escrevem é a soma de seus discursos internos, mas também dos de outros. Quem desfruta da convivência com um escritor, com um poeta, e sabe de sua história, muitas vezes encontrará em suas palavras o real vivido e o imaginado, todos sabem que é assim. Um personagem é um terço de alguém conhecido, outro terço de outro e um terço imaginado. Por isso, qualquer semelhança com alguém conhecido não terá sido mera coincidência. Seres humanos variam pouco em sua essência. A moldura, o cenário, os adereços variam um pouco, mas a essência é sempre a mesma.

Evito escrever mediocridades, receitas de bolo, seja lá o que metaforicamente essa bobagem queira dizer. No entanto, haverá sempre quem achará que o que escrevo seja repleto de sentimentalidades, pieguices, tolices etc. Claro, isso é assim mesmo, e, em tempos de Internet, os discursos estão cada dia mais sem gentileza, respeito, atenção por aquilo que o outro cria, produz.

Fazer o quê? Pedir que quem escreve sob o efeito da raiva, do ódio, do álcool etc. espere a cabeça esfriar para não exalar tanto sentimento ruim. Acredito nas amorosidades. Sempre.

Leituras feitas por nós dependerão  do quão afáveis estivermos a elas, àqueles temas. Assim, poemas considerados como vibrante criação poética, versos que fluíam com limpidez, encantamento e sedução há algum tempo, noutro momento – porque estamos navegando em outras águas, experenciando novos projetos – podem ter sua leitura comprometida e serem desqualificados até. Como dizia Saramago: É a vida.

Escrevo o que quero, quando quero, aqui, nesse espaço que é meu. Leia quem desejar. Continuarei trazendo meu eu lírico na garupa comigo, desbravando minhas viagens pelo real vivido e pelo real imaginado.

Boas leituras por aqui, por aí ou por acolá.

Texto: Odonir Oliveira

1º Vídeo: Canal Gilles Gomes de Araujo Ferreira

2º Vídeo: Canal Memória

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