Melodia, seu nome é ébano

Vai, Melodia, vai Luiz.

ONTEM MORRI MAIS UMA VEZ

Cada vez que morre uma parte de mim
em alguém
vai com ele o sangue que corria em minhas veias
o compêndio de histórias nossas
os diálogos que tivemos
as expressões de seu rosto
o tom de sua voz particular
seus gostos e desejos.
Cada vez que morre uma parte de mim
em alguém,
leva embora consigo o comigo com ele
 aquela sua vontade realizada
aquela sua vontade não realizada
o que guardamos de nós
os mistérios revelados
os mistérios pouco revelados
os mistérios nunca revelados.
Cada vez que morre uma parte de mim
em alguém,
olhando-o assim morto, exangue,
não acredito que esteja morto,
consigo ainda vê-lo respirar,
 o tronco inspira e expira
com ele uma indefinição,
levemente me entrego a pensar
levemente me entrego a não pensar
Sinto.
De que valeriam todas as suas ações anteriores
se morreria assim, como agora.
De que valeriam todas aquelas histórias, ideias, escritos, orações
se morreria assim, como agora.
De que valeriam todas as suas interpretações do mundo interno e externo
se morreria assim, como agora.
Sinto.
Cada vez que morre uma parte de mim
em alguém,
Fico com isso sem entendimento.
Meu ilimitado poder de reflexão
limita-se,
não é capaz de compreender
por  que alguém morre.
Por que alguém morre ?!
 
(RJ, abril de 2017)

luiz_02

Poesia: Odonir Oliveira

1º Vídeo: Canal Fatuca Ferreira

2º Vídeo: Canal Zé Paulo Gouvêa Lemos

3º Vídeo: Canal Itinerante 021

4º Vídeo: Canal mpbmusikavideos

4º Vídeo: Canal Ricardo Cintra

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